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5 ITENS QUE SUA ASSOCIAÇÃO DEVE FAZER PARA MELHORAR SUA ACESSIBILIDADE NO SITE

Inclusão é pauta para desenvolvimento de soluções a nível global

Estamos em um momento em que é dada maior às situações em que o design do site torna o conteúdo inacessível para pessoas com deficiências. Logo, a ocasião é uma deixa para pensar em estratégias que garantam que estes usuários não sejam esquecidos pelos desenvolvedores.

Recentemente, a plataforma de gerenciamento de conteúdo WordPress fez um exame minucioso para uma revisão que apresentava grandes desafios de acessibilidade. Esses problemas aconteceram ainda que o WordPress tenha uma a equipe considerável dedicada à acessibilidade e um foco pesado na questão que muitas organizações não têm.

A solução está funcionando, mas outros grupos ainda lutam com o problema. Por exemplo as principais universidades, que estão enfrentando um exame mais detalhado de páginas que não consideram situações como leitores de tela, a necessidade de contraste visual, de áudios e de vídeos que processem informações.

A acessibilidade não é apenas um imperativo moral, é claro; Também pode ser legal. No ano passado, a cadeia de supermercados americanos Winn-Dixie, da Flórida, perdeu um processo depois que um usuário cego não conseguiu acessar seu site. Os advogados do usuário argumentaram com sucesso que esta situação violava a Lei dos Americanos Portadores de Deficiência (ADA).

As questões de acessibilidade estão só aumentando. O The Guardian notou recentemente que mais de 5.000 processos foram arquivados em relação a violações da ADA em sites nos primeiros seis meses de 2018.

Com isso em mente, as associações podem se beneficiar de uma atualização dos ideais de acessibilidade ao desenvolver sites. Há muitos itens, é claro, mas aqui estão alguns importantes:

1. Conheça os seus padrões da web
O World Wide Web Consortium (W3C) publicou padrões para web design desde 2008 e inclui recomendações sobre acessibilidade. Suas Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo da Web oferecem conselhos úteis para os desenvolvedores melhorarem a experiência de texto e de conteúdo visual para usuários finais. Se estiver usando uma estrutura de site ou sistema de gerenciamento de conteúdo, considere a conformidade com WCAG como parte do processo.

2. Não esqueça suas tags alt
O conteúdo da Web costuma ser muito pesado em imagens, mas ainda é imperativo oferecer uma descrição em texto dessas imagens para usuários com deficiência visual. Ao implementar tags de imagem, verifique se suas descrições são úteis e adicione algo para o leitor (WebAIM é um serviço oferecido pela Universidade Estadual de Utah que possui um guia útil com estes elementos).

O mesmo também vale para mídias sociais. A questão cresceu em importância ao longo dos anos, mesmo levando o Twitter e, mais recentemente, o Instagram a começar a apoiar descrições baseadas em texto em imagens enviadas para seus serviços (o tratamento do Instagram até usa aprendizado de máquina para descobrir o que há na imagem).

3. Assegure-se de que o texto básico ainda seja legível em tratamentos multimídia
Gráficos interativos são ótimos, mas nem todos conseguem vê-los. O que significa que o texto ainda tem que fazer o trabalho pesado – tanto em termos de acessibilidade quanto no que você desenvolve.
Segundo as diretrizes do W3C: “se o conteúdo não textual tiver como objetivo principal criar uma experiência sensorial específica, as alternativas em texto pelo menos fornecerão uma identificação descritiva do conteúdo não textual.”

Ao desenvolver seu tratamento multimídia, considere o papel que a cor desempenha no alcance do leitor. O texto que se mistura ao fundo, por exemplo, é uma má notícia.

4. Coloque legendas nos seus vídeos e ofereça transcrições
Os tratamentos de vídeo e áudio naturalmente vêm com obstáculos de conformidade de acessibilidade. A transcrição pode ajudar a lidar com esses problemas: alguns serviços, incluindo o YouTube, fazem a transcrição automática de vídeos e também é possível pagar pela transcrição de áudio que é automatizada ou feita manualmente (aviso: você provavelmente obterá melhores resultados sem a automação).

Se for um evento ao vivo para o qual a legenda pode não ser possível, ofereça uma alternativa em texto com informações equivalentes.

5. Não fique ambíguo
Se a sua interface da Web não segue padrões amplamente aceitos pelo web design, os leitores de tela podem ter dificuldade em entender o que está na página. Por exemplo, os tratamentos visuais que organizam o conteúdo de maneira diferente de como ele será exibido em uma página podem prejudicar a clareza do conteúdo do site.

Ou seja: se você pretende usar uma tag de cabeçalho, use uma tag de cabeçalho. Se você estiver fazendo uma lista, use uma tag de lista. E assim por diante. E certifique-se de que seja ordenado logicamente. Uma boa maneira de testar isso é carregar uma versão da sua página sem adicionar nenhum estilo visual. Ainda faz sentido? Se assim for, você já ganhou metade da batalha.

Pronto. Agora você já sabe por onde começar a ampliar a acessibilidade de seu site!

Conteúdo original ASAE – American Society of Association Executives