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Duas perguntas para tornar suas comunicações mais poderosas

Este pequeno questionário pode melhorar a comunicação de sua associação e aumentar o envolvimento dos associados

“Toda mensagem é uma oportunidade”. É o que afirma Chuck Bowen, diretor de comunicações do Outdoor Power Equipment Institute, na Virginia, EUA.

O jornalista entrou para o mundo associativo depois de trabalhar durante uma década como repórter de jornal, freelancer e editor de revistas comerciais. Ao longo dos anos, muitas pessoas perguntavam a ele sobre a experiência de trabalhar em indústrias supostamente mortas, como o jornalismo.

Bowen respondia que, com tantas ferramentas à disposição dos jornalistas, na verdade ele vivia um momento emocionante para ser um comunicador. “Poderíamos contar nossas histórias de várias maneiras: áudio, vídeos, palavras, apresentações de slides, documentos incorporados, HTML5, postagens sociais agregadas e comentários de crowdsourcing”, comenta.

Para ele, toda esta gama de possibilidades também pode ser vista por outra perspectiva e acabar se tornando um tanto quanto esmagadora. Assim, Bowen enxerga que esta realidade está muito próxima ao cenário que as associações vivem hoje.

Ele diz que se trata de “um emaranhado de riquezas no quesito de ferramentas e de táticas para se comunicar e interagir com os membros. Para completar, somamos muitas ferramentas que ajudam a medir essas mensagens compartilhadas”.

Todo este conjunto de ferramentas ajudam ou atrapalham a nossa comunicação com o associado? À medida que ferramentas e táticas continuam a evoluir rapidamente, Bowen indica um questionário de duas perguntas que podem ajudar a focar o trabalho da associação e torná-lo ainda mais envolvente.

São elas:
– O QUE ESTAMOS DIZENDO É ÚTIL PARA NOSSO PÚBLICO?

– ESTAMOS DIZENDO ISSO DA MANEIRA MAIS EFICAZ?

Ele relata que a atenção do associado funciona independentemente das ferramentas que usamos, do que estamos dizendo e de como estamos falando com o público.
A conclusão do jornalista é a seguinte:

“Nossos membros têm uma quantidade limitada de tempo e de atenção. Toda vez que enviamos um e-mail, postamos um vídeo ou publicamos um relatório trimestral, pedimos um pouquinho desse tempo e atenção. Precisamos respeitar o peso desse questionamento e garantir que o que estamos oferecendo seja digno da troca.”

A cada inovação, o ato de comunicar se torna cada vez mais fácil, o que significa que precisamos continuar melhorando. “Todos agora são editores, incluindo nossos membros. Como resultado, todos nós temos muitos e-mails, muitos podcasts e muitas notificações para prestar atenção”, declara Chuck Bowen.

Associações investem muito tempo elaborando conteúdos, preocupadas com postagens em redes sociais e ocupadas com as manchetes dos relatórios anuais. Nem sempre ocorre à entidade que os membros estão recebendo tudo isso como parte de um dilúvio avassalador e outras comunicações profissionais e compromissos pessoais.

Toda comunicação enviada está sujeita a um teste realizado pelo próprio destinatário. O público questiona: Isso é útil para mim? É um bom uso do meu tempo e atenção para ler/ouvir/absorver isso?
Bowen afirma que pensar desta forma representa um experimento interessante.

Ele indica: “dê um passo para trás e liste todas as comunicações que você envia em um ano. Tudo, incluindo e-mails, relatórios, posts no Facebook e todas as comunicações direcionadas aos associados.”

Pode ser fácil esquecer de considerar os questionamentos propostos pelo jornalista durante a jornada de trabalho, metas e prazos que as associações se comprometem ao longo do ano. Mesmo assim, ao dedicar um tempo para usá-las como guia de suas ações e considerar honestamente as respostas, sua associação poderá obter melhores comunicações e membros mais engajados.