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Outubro Rosa: Missão RH

O desafio de criar campanhas internas e de cuidado à saúde

O Outubro Rosa marca um dos momentos mais pontuais do ano para que o setor de Recursos Humanos. A missão é conscientizar sobre o cuidado e o combate a uma das doenças que mais mata mulheres no Brasil, o Câncer de Mama. Com uma data de significância mundial, como inovar em ações que engajem?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes Da Silva (INCA), a previsão para 2018 é de 59.700 novos casos no Brasil. Um número muito expressivo, que revela a necessidade de expandir cuidado em campanhas de conscientização, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal de todos.

O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) informa que o número de mortes causadas pela doença já supera 14 mil mulheres. Este dado demonstra a significativa relevância mundial da campanha Outubro Rosa e aproxima o conceito do quão importante é ressaltar a prevenção de quem está por perto.

Em cenários associativos e profissionais, a campanha se mostra imprescindível para valorizar a saúde das colaboradoras em uma rede que se estende até sua família. Por isso, a missão do RH é parte elementar de uma voz que investe em empatia.

Como começar a campanha?

Uma pesquisa para descobrir os dados internos de sua associação, pode auxiliar a personalizar a sua campanha com mais eficiência. Descubra quantas mulheres compõem o seu quadro de colaboradores, quantas são casadas, têm filhos e a idade.

De acordo com o INCA, o maior grau de incidência da doença acontece em mulheres com mais de 35 anos. Por isso, a partir desta faixa etária é possível planejar ações mais concretas para leva-las aos exames preventivos.

Montar uma rede de cuidado ao incentivar que uma amiga acompanhe a outra durante o exame, impulsiona a sororidade. Esta ação também diminui as chances de insegurança de uma mulher realizar a mamografia pela primeira vez e cria conexões saudáveis entre as envolvidas.

Bárbara Duran, Diretora de Recursos Humanos da MCI Group Brasil, conta que a ideia central de sua campanha neste ano foi conscientizar mulheres que, assim como ela, assumem diversos papeis no dia a dia e acabam por deixar o cuidado com a saúde em segundo plano.

“Sou uma mulher que trabalha, fico três horas por dia no trânsito, tenho uma significativa carga horária em minha jornada. Vou para casa e continuo o dia com as tarefas domésticas, cuido dos filhos e ainda sou o único suporte financeiro da casa. Sou mãe e pai. Infelizmente não me lembro da última vez que fiz o meu exame.”

Histórias importam

O Câncer de Mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira. A história do Outubro Rosa começa efetivamente no fim da década de 90. O Programa Viva Mulher aposta em ações de conscientização e prevenção.

Em 2011, a atenção ao controle da doença adentrou à agenda de saúde pública do país com o Plano de Ações para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, lançado pelo Ministério da Saúde.

Hoje esta trajetória já se consolidou. Entretanto, cada vez mais é necessário mostrar histórias reais para que mulheres reais sintam a necessidade de cuidar de si mesma. Desta forma, incentivar que todos se mobilizem em promover o cuidado para amigas, mães, irmãs e companheiras de trabalho.

Bárbara Duran conta que ao trabalhar em uma iniciativa privada que, de acordo com a Diretora possui cerca de 57% colaboradores do sexo feminino, a conscientização faz uma diferença crucial. A exemplo das campanhas para o público em geral, a emoção também gera a conscientização das mulheres com o próprio corpo.

Uma das finalidades mais fortes desta campanha é conscientizar mulheres que demandam grande parte do seu tempo para cuidar do outro e de atividades que todos os dias sobrecarregam suas prioridades.
“Precisamos começar o cuidado com o amor a nós mesmas. A partir daí, conseguimos cuidar de todas as mulheres que amamos e de todas as atividades que nos comprometemos em realizar diariamente”, afirma a Diretora.

Ao contar sua história e dialogar com suas colaboradoras, Duran consolida o conceito de uma comunicação personalizada, pensada justamente para o público-alvo e potencializada através do respeito mútuo. Esta é uma ação que gera engajamento e uma maior interação entre as partes.

Emocão + Experiência = Engajamento

Durante todo o ano, diversas campanhas internas são realizadas pelo setor de Recursos Humanos.
A emoção é recurso fundamental. Pensar na família, saúde, preferências e todos os aspectos que formam o indivíduo é um caminho essencial para abrir as portas do relacionamento.

Outro componente fundamental na campanha de RH é vincular os materiais de comunicação à experiência real. Mostrar histórias de quem já venceu a doença, ou mesmo fazer com que os funcionários compartilhem suas experiências, torna a ação muito mais próxima da realidade de seu público-alvo.

Desta forma a assimilação da importância do cuidado com a saúde, com a prevenção e com a realização de exames frequentes é muito mais assertiva do que apenas incluir um laço rosa nas paredes de sua associação.

Trabalhar conteúdos envolventes através de ações personalizadas revelam um método que está em grande evidência para engajar pessoas ao redor do mundo. E agora, já sabe como sua associação irá trabalhar o engajamento de sua iniciativa?