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Sociedade organizadora do Grammys aumenta os esforços para ampliar a diversidade dos membros

Como sua entidade trabalha para garantir a diversidade?

A Recording Academy irá renovar seu processo de filiação, ampliando a ênfase à diversidade. A decisão vem depois de uma controvérsia envolvendo a cerimônia do Grammy Awards deste ano, mas a organização diz que a iniciativa faz parte de um esforço de longo prazo para fazer mudanças maiores.

A cada ano a diversidade se torna um dos assuntos mais recorrentes para gestores de diversos setores da economia. Ampliar a pluralidade de representantes é uma tendência que entidades do mundo inteiro vêm demonstrando. Tanto na representatividade para associados, quanto no enriquecimento interno da associação, há um conceito de conexão às diferenças que gera uma soma positiva para cada entidade.

A Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS), a organização do Oscar, foi uma das primeiras a enfatizar a diversidade em seus membros e indicações, e agora é a vez do Grammy.

A Recording Academy, que apresenta o programa anual Grammy Awards, anunciou recentemente um plano para criar um modelo de filiação direcionado para sua comunidade, com o objetivo de aumentar a diversidade dos membros associados.

A afiliação à Recording Academy acontece somente através de convite. E sob um novo modelo, os possíveis sócios podem ser indicados com duas recomendações profissionais do setor. Essas inscrições serão revisadas anualmente por um painel de 25 membros que considerará uma série de critérios, incluindo arte musical, gênero e diversidade.

A vice-presidente e relações setoriais da organização, Laura Segura Mueller, observou que os prêmios em si são tratados por um processo semelhante de revisão por pares, e esta reformulação da associação “reforça o compromisso dos pares com a excelência”.

“Nosso novo modelo de afiliação coloca o poder nas mãos da comunidade da música e é projetado para construir uma base de membros ativa e representativa que reflita nossa cultura de maneira ampla”, disse ela em um comunicado de imprensa.

“Ao mudar o processo de afiliação à Recording Academy, continuamos empenhados em dar um exemplo positivo para a indústria da música como um todo”.

A decisão vem depois de uma controvérsia envolvendo o presidente e diretor-executivo da organização, Neil Portnow, que desagradou algumas pessoas com os comentários realizados após a cerimônia do Grammy deste ano, em janeiro. A parte televisionada do programa foi criticada por apresentar poucas artistas mulheres. Naquele momento, Portnow disse que as mulheres precisam “intensificar” a indústria. Em maio o diretor anunciou que deixaria a organização em 2019.

Desde então, a Recording Academy priorizou seus esforços de diversidade, incluindo o lançamento de uma força-tarefa para ajudar a melhorar a diversidade no Grammy Awards do próximo ano. As recomendações incluem uma expansão das categorias de prêmios Big 4, referente a (Álbum, Gravação, Música e Artista Revelação).

“A Recording Academy está comprometida em não apenas responder à situação atual. Essa é uma oportunidade para trabalharmos com líderes do setor e provocar uma mudança de comportamento histórica a longo prazo,” disse ela.

A Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a Recording Academy e muitas outras organizações estão apostando em uma direção mais abrangente para evoluir seus procedimentos. A relevância da diversidade no Século XXI é inegável e de exigência universal. Por isso, a adequação das entidades a este propósito, acarreta em muito valor.

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