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Ter um tema ou não ter? Eis a questão

Dispensar o tema de um evento é tendência?

As associações geralmente têm conferências com um tema específico para orientar as propostas e sessões. Entretanto, um grupo anunciou recentemente que em 2020 irá abandonar a sua escolha de tema para criar um evento mais inclusivo. Você acredita que esta abordagem está correta?

A Associação de História Americana (AHA) anunciou que, pela primeira vez desde 2003, sua reunião anual de 2020 não terá um tema. John R. McNeill, presidente eleito da associação e professor de história da Universidade de Georgetown, escreveu em seu anúncio que não haverá um tema “em parte porque tantos bons temas já foram tomados”, mas também porque ele se pergunta “que bem faz ter um tema?”

O professor conta que sua trajetória no comitê do programa da reunião impulsionou a pensar da seguinte forma: algumas pessoas podem submeter propostas “sob a falsa impressão de que suas chances de aceitação aumentam, se distorcerem sua proposta”. Desta forma, adequariam seus temas para que se enquadrem no evento.

“Na próxima edição, ninguém será tentado a se engajar em uma ginástica equivocada e sem sentido para fazer um material se parecer com o tema”, escreveu McNeill. “Espero que uma AHA sem tema prove ser uma AHA maximamente inclusiva.”

Em comentários para o Inside Higher Ed, McNeill acrescentou que espera que esta estratégia resulte em sessões que “representem um conjunto mais completo de todas as abordagens, metodologias, tópicos e temas que os historiadores hoje acham atraentes”.

O contraponto
Embora a AHA possa optar por se despedir de uma reunião anual temática em 2020, muitas associações estão aderindo à abordagem temática.

Por exemplo, o encontro anual de 2018 da Associação Americana de Saúde Pública apresentou o tema “Saúde Igualitária Agora”. “Sem ilusões, Sem Exclusões” foi o tema da reunião anual da Sociedade Americana de Folclore deste ano. Esses grupos dizem que ter um tema ajuda a orientar com mais eficácia as sessões e outros elementos da reunião.

Então, o que você deve considerar ao determinar se deve ou não abordar um tema em sua próxima conferência?

Importante lembrar
Um fator determinante pode ser o tamanho do encontro. Se você está tentando atrair um grande público, em que os participantes variam em idade, experiência e funções, dispensar um tema permite abordar vários tópicos e garante que você tenha algo para todos.

Por outro lado, se você estiver procurando limitar seu público a, digamos, um grupo de 100 gerentes de nível médio, escolher um tema com o qual eles possam se identificar, ou que seja relevante para eles em seu trabalho cotidiano, poderia ser a melhor abordagem.

Outro fator a considerar é se seu evento é novo no mercado. Se esse é seu primeiro turno, um tema de conferência atraente e relevante pode chamar atenção para o seu evento e fazer com que as pessoas fiquem ansiosas em se inscrever e contar a outras pessoas sobre isso.

“Se você dedicar um tempo para selecionar algo com apelo de massa para o seu público, eles podem ajudá-lo com o marketing do evento”, escreveu Christina Green no Event Manager Blog. “O entusiasmo será construído com cada parte do conteúdo compartilhado e suas postagens podem suscitar perguntas de outras pessoas que veem seus fluxos”.

Como você decide se uma conferência deve ser temática ou não? Conte-nos!